A crescente influência da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, na gestão de Lula tem gerado forte resistência no país, evidenciada recentes pesquisas que apontam para uma desaprovação significativa de sua atuação. Segundo a O Antagonista, um levantamento do PoderData revelou que 52% dos brasileiros se mostram contrários à participação da primeira-dama nos destinos políticos nacionais, enquanto apenas 31% expressaram apoio à iniciativa.
Em resposta às críticas recentes, particularmente as lançadas pelo pastor Silas Malafaia, Janja proferiu declarações contundentes durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, rotulando o líder religioso como “insignificante”. A primeira-dama justificou seus encontros com mulheres evangélicas argumentando que tais reuniões surgiram espontaneamente a partir de um desejo pessoal.
“Eu quando comecei no ano passado a fazer essas reuniões com as mulheres evangélicas, foi porque o meu coração estava mandando isso”, afirmou Janja, enfatizando sua percepção da necessidade de ouvir e dialogar diretamente com essa parcela significativa da população brasileira, frequentemente marginalizada nas discussões políticas tradicionais. Ela ressaltou que o foco principal dessas conversas residia na escuta das experiências e mazelas sociais enfrentadas pelas mulheres – um ponto central em seu discurso político até então pouco explorado pelo governo Lula.
Silas Malafaia havia criticado os encontros, alegando serem organizados por pessoas “sem nenhum pingo de expressão no mundo evangélico”. A declaração do pastor revelava sua desconfiança nas agendas promovidas pela primeira-dama e o questionamento da relevância dessas iniciativas para a comunidade religiosa. Os números apresentados pelo PoderData reforçam essa percepção, mostrando uma parcela considerável da população que permanece cética em relação à influência de Janja na gestão presidencial.









