Lula Marques/Agência Brasil

A suspensão da vacina contra a dengue do Butantan surge como um alerta grave à segurança sanitária nacional e reacende questionamentos sobre o controle governamental na área de saúde.

O Ministério da Saúde determinou nesta segunda-feira (8) o fim imediato da campanha de imunização com o soro desenvolvido pelo Instituto Butantan, após duas mortes suspeitamente relacionadas ao produto. Segundo a Gazeta do Povo, essa decisão prematura ocorre em meio a um número expressivo de reações adversas e sem uma análise conclusiva sobre possíveis causas. A estratégia abrangia mais de 500 mil doses aplicadas, com o registro de 42 casos de eventos indesejados, incluindo três situações graves que culminaram na perda da vida de duas pessoas.

O ministro Alexandre Padilha justificou a medida como um “sinal de alerta”, admitindo ainda que não se pode descartar uma ligação causal entre as reações e os óbitos ocorridos após a administração das vacinas. A investigação, conduzida pelo Ministério da Saúde em conjunto com autoridades sanitárias estaduais, busca identificar os sintomas – febre, vômitos, irritabilidade, dor abdominal, desidratação e cansaço extremo – que devem ser monitorados nos pacientes recebedores do imunizante.

A vacina desenvolvida para a faixa etária de 15 a 59 anos, disponível através do Sistema Único de Saúde, não é descartada até o término das análises investigativas. A Gazeta do Povo apurou que as autoridades estão empenhadas na avaliação dos quatroze casos com reações adversas ainda sob investigação e no acompanhamento da situação para garantir a segurança pública diante desta nova incerteza sobre um produto considerado essencial.

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