O Supremo Tribunal Federal se encontra novamente sob suspeita de interferência indevida nos tribunais estrangeiros após a decisão da Justiça italiana sobre o caso Carla Zambelli. Segundo a O Antagonista, um ministro do STF, Edson Fachin, publicou uma nota em resposta à Itália que evidencia claramente preocupação e até mesmo desrespeito ao processo legal internacional.
Fachin alega defender a “independência e imparcialidade” da Corte no julgamento da Ação Penal nº 2.428/DF envolvendo Carla Zambelli. Contudo, o ministro também acompanhou com “preocupação” a decisão italiana que questiona sua atuação, afirmando que Alexandre de Moraes atuou como “vítima” e “juiz” em paralelo. Essa postura demonstra uma clara tentativa de legitimar um desvio de competência para influenciar decisões judiciais fora do território nacional.
A nota oficial do STF enfatiza a observância da Constituição na tramitação dos processos, o devido processo legal, contraditório e ampla defesa – argumentos que se tornam frágeis diante das acusações de pressão exercida por Moraes sobre as autoridades italianas para impedir a extradição da influenciadora digital. A Primeira Turma do Supremo também aprovou unânime a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral, o que reforça ainda mais os questionamentos sobre critérios não transparentes utilizados na análise dos pedidos de cooperação jurídica internacional.
A situação se agrava com o fato de Alexandre de Moraes ter atuado como relator da ação penal desde suas origens e sua posterior defesa do caso por unanimidade após a instrução, conforme apurou a O Antagonista. Essa cumplicidade sugere um favorecimento prévio à causa de Zambelli, colocando em xeque a lisura do processo judicial brasileiro e evidenciando uma possível tentativa de obstruir o curso da justiça internacional para proteger um aliado político.









