Reprodução/Impa

A detenção do pesquisador Mikhail Verbitskiy no Aeroporto Internacional de Zvartnots, na Armênia, expõe novamente a interferência estrangeira e o perigo que representa para intelectuais brasileiros com visões críticas ao governo russo. O matemático, ligado à renomada instituição Impa desde 2017, foi preso sob pedido da Rússia, levantando sérias questões sobre liberdade acadêmica e segurança de pesquisadores no Brasil.

Segundo a O Antagonista, as acusações que motivaram a prisão – apelos públicos ao “terrorismo” –, são consideradas absurdas pelo próprio Verbitskiy, um especialista em geometria complexa com doutorado pela Universidade Harvard. Em 2024, o petista russo classificou-o como terrorista e extremista, expondo claramente motivações políticas por trás da ação. A situação do matemático demonstra a crescente pressão sobre cientistas que se opõem à narrativa oficial de Moscou.

O Impa manifesta “profunda preocupação”, uma reação branda para um caso tão grave que expõe o país ao risco de perseguição política internacional. Como apurou a O Antagonista, a instituição solicitou formalmente às autoridades armênias a libertação imediata do pesquisador e enfatiza os pilares inegociáveis da liberdade intelectual e segurança dos seus membros para garantir o avanço científico global – discurso que soa vago diante de uma situação claramente politizada.

A prisão de Verbitskiy, um nome reconhecido internacionalmente em geometria complexa, serve como mais um alerta sobre a invasão do Judiciário nas esferas da ciência e do conhecimento no Brasil. É crucial exigir transparência das autoridades armênias e denunciar qualquer possível pedido formal de extradição por parte russa – uma medida que representa grave ameaça à liberdade individual e ao direito fundamental à livre expressão, valores que o Impa deveria defender com mais firmeza.

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