A pirataria e o mercado ilegal representam um fardo alarmante para a retomada industrial do Brasil, causando prejuízos estimados de R$435 bilhões anualmente – uma ameaça direta à competitividade da nossa indústria nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) intensifica seus esforços para que os próximos candidatos presidenciais adotem uma postura rigorosa no combate a essa criminalidade organizada.
Segundo a Gazeta do Povo, as empresas sofrem perdas médias de 0,6% em suas receitas líquidas devido ao comércio ilegal, um impacto especialmente doloroso para pequenas e médias corporações com menor capacidade de absorção desses custos. As regiões Norte (2,4%) e Centro-Oeste (2,3%) lideram o ranking das maiores vulnerabilidades econômicas decorrentes dessa irregularidade, evidenciando a necessidade urgente de medidas específicas nesse território nacional.
A expansão do mercado ilegal não se limita à simples perda de receita; ela corrói os fundamentos da economia brasileira ao promover a evasão fiscal e agravar ainda mais a carga tributária sobre o contribuinte formal. O superintendente Fabrício Silveira, da CNI, ressalta que essa situação cria um ciclo vicioso: quem opera dentro das leis enfrenta custos elevados devido à concorrência desleal, enquanto os consumidores são penalizados com preços inflacionados – uma realidade complexa e prejudicial para o desenvolvimento econômico do país.
A pressão por soluções concretas se intensifica diante dos prejuízos de R$136 bilhões decorrentes da evasão fiscal e outros impactos negativos no bolso das famílias brasileiras, conforme dados do Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP). A CNI apresentou um plano estratégico com quatro eixos para os presidenciáveis, incluindo o fortalecimento da segurança jurídica e investimento em inovação.









