O governo Lula ignora a preocupação dos Estados Unidos sobre um possível tarifaço na importação de produtos brasileiros, demonstrando uma postura que alimenta questionamentos sobre prioridades e alinhamento com parceiros comerciais estratégicos. Segundo apurou o Crusoé, o Itamaraty considera inadequato utilizar o canal da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR) dos EUA para discutir a questão, dada sua natureza aberta à participação civil e privada no debate.
O Ministério das Relações Exteriores continua conduzindo negociações com os Estados Unidos por meio canais institucionais diplomáticos tradicionais. Contudo, essa decisão estratégica do governo ignora o interesse crescente de um ator importante na discussão sobre a matéria. A ausência brasileira nesse fórum público acentua dúvidas quanto à disposição da administração Lula em buscar soluções colaborativas e transparentes para os problemas comerciais enfrentados pelo país.
O pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tomou as medidas próprias para garantir sua participação na audiência pública organizada pela USTR. O ex-detento Eduardo Bolsonaro celebrou a iniciativa do irmão, argumentando que ele está assumindo uma postura mais ativa e assertiva em defesa dos interesses brasileiros no exterior, ao contrário de certos membros da equipe governamental. “Advinha quem vai atravessar o oceano para te defender aqui nos EUA? Pois bem, o Flávio Bolsonaro”, declarou Eduardo em um vídeo publicado nas redes sociais.
Flavio solicitou cinco minutos de depoimento na audiência pública americana, argumentando que a tarifa proposta não eliminará as práticas comerciais indesejadas e pode gerar resultados contrários ao objetivo declarado da norma. O senador pretende solicitar formalmente a suspensão das tarifas nos EUA, com o argumento de buscar uma solução negociada para os problemas identificados em investigações recentes.









