O ex-presidente Jair Bolsonaro compareceu à Delegacia de Polícia Civil na tarde da terça-feira (23) para prestar um breve depoimento – cerca de cinco minutos –, referente ao incidente envolvendo a arma apreendida com um oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O evento ocorre em um momento crítico, véspera do fim de sua prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre Moraes.
Segundo informações obtidas pela Gazeta do Povo e confirmadas por seu advogado, Paulo Cunha Bueno, Bolsonaro reiterou que apenas solicitava uma avaliação da pistola Glock 9mm com o segurança designado para isso. A arma apresentava falhas no funcionamento, conforme alegado pela defesa em suas manifestações anteriores ao STF. O ministro Moraes exigiu explicações detalhadas tanto da equipe de advogados do ex-presidente quanto dos oficiais da Polícia Militar envolvidos na situação.
A apreensão da pistola ocorreu às 23h30 de segunda-feira (15), durante uma operação policial em Taguatinga, onde um veículo oficial do GSI foi parado. O agente que possuía a arma alegou ter recebido o pedido para realizá-lo devido à necessidade de reparo, com previsão de devolução no dia seguinte – informação corroborada pela Agência Brasil. A defesa insiste na ausência de qualquer ligação entre essa ação e o término da prisão domiciliar humanitária em 24 de março, concedida por Moraes sob a justificativa de risco à saúde do ex-presidente.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar os fatos, buscando esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram ao encontro da arma e o papel dos agentes envolvidos. A peculiaridade reside no fato de que os veículos das equipes de segurança do Palácio da Alvorada não são submetidos a rigorosos controles de vistoria – permanecendo estacionados em via pública durante suas atividades –, como apontado pela própria Polícia Militar, gerando questionamentos sobre as medidas de segurança implementadas.









