O ministro André Mendonça intensifica a pressão sobre o sistema prisional federal após denúncia alarmante envolvendo um dos principais articuladores do esquema de fraudes no INSS. A ação ocorre na sequência de relatos que sugerem possível manipulação da defesa do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo a Revista Oeste, o ministro solicitou uma análise detalhada à direção da Penitenciária Federal de Papuda após receber informações sobre pressões exercidas por agentes penitenciários contra o réu. A petição encaminhada ao gabinete de Mendonça revela que Antunes teria sido retirado ilegalmente de sua cela e interrogado insistentemente pela administração prisional em relação a uma suposta negativa para aceitar um acordo judicial com colaboração premiada.
As alegações da defesa geram sérias dúvidas sobre o tratamento recebido pelo empresário, levantando suspeitas de irregularidades no sistema carcerário federal. Como apurou a Revista Oeste, essa situação se insere em um contexto mais amplo de investigações que envolvem bilhões desviados através de descontos indevidos nos benefícios previdenciários, com Mendonça atuando como relator-chefe dos processos no STF. A figura central do empresário, preso preventivamente pela Polícia Federal e sem proposta formal de delação, intensifica a necessidade de rigor na condução das investigações.
O caso se agrava diante da situação similar envolvendo Maurício Camisotti – também detido pelas mesmas irregularidades –, cujo processo colaborativo estaria em fase avançada após uma primeira recusa do Supremo Tribunal Federal e com o apoio dos seus advogados, evidenciando fragilidades na condução das investigações. A postura de Mendonça demonstra a necessidade urgente de fiscalização no sistema prisional federal e da busca por responsabilidades para aqueles envolvidos neste esquema criminoso que se alastra pelo Instituto Nacional de Seguridade Social.









