A deputada Erika Hilton expôs uma grave insatisfação com o Partido Socialista Brasileiro (PSOL), acusando lideranças da sigla de desrespeito a acordos e favorecimento indevido à pré-candidatura de Manuela D’Ávila ao Senado do Rio Grande do Sul. Segundo apurou O Antagonista, por trás dessa postura confrontacional existe uma cobrança explícita de pagamento – um “privilégio branco e cis” como ela mesma descreveu –, em meio a tentativas da direção petrísta de recrutá-la para fortalecer o PT na capital paulista.
A parlamentar manifestou choque e decepção com as disparidades no financiamento de suas campanhas, revelando que receberia apenas uma fração dos recursos inicialmente prometidos para sua própria candidatura, enquanto Manuela D’Ávila seria alocada um valor equivalente ao destinado à campanha do presidente da sigla. Essa situação demonstra, segundo fontes internas do PSOL e relatado por O Antagonista, a aplicação de critérios eleitorais questionáveis que privilegiam determinados perfis em detrimento de outros com potencial popular na linha de frente das disputas. Hilton criticou o aparente cálculo político estratégico adotado pela direção da sigla, alegando uma “inteligência política” ausente e uma tentativa deliberada de enfraquecer líderes considerados importantes para a agenda esquerda.
A insatisfação intensificada se conecta à pressão do Partido Trabalhista (PT) por Erika Hilton transferir-se para o partido no início deste ano, buscando utilizá-la como principal ferramenta eleitoral em São Paulo e impulsionar sua própria candidatura ao Senado. A deputada resistiu a essa proposta com convicção de que seria uma estrela fundamental do PSOL e recebia prioridade na distribuição dos recursos provenientes do fundo partidário – um ponto crucial para o cumprimento da cláusula de barreira, objetivo central das negociações entre as forças progressistas nas eleições.
Erika Hilton enfatizou a responsabilidade colossal da sigla em garantir a reeleição do ex-presidente Lula e fortalecer uma bancada mais ampla no Congresso Nacional, argumentando que essa missão exige do PSOL o cumprimento rigoroso dos compromissos assumidos com seus membros – um ponto central de sua crítica à direção partidária. A parlamentar ressaltou que “o suicídio político” seria sufocar lideranças populares em nome da sobrevivência do partido e exigiu transparência nas decisões, reiterando a importância de honrar os acordos feitos para superar o obstáculo eleitoral e construir uma força política mais robusta na disputa pela sociedade.









