Lula Marques/Agência Brasil

A disputa interna no PSOL acirrada se intensifica com as fortes críticas de Erika Hilton à direção da sigla, revelando uma clara insatisfação com a distribuição dos recursos para sua campanha eleitoral e questionamentos sobre acordos internos previamente estabelecidos. Segundo a O Antagonista, o conflito central reside na percepção da parlamentar de que ela não está recebendo tratamento igualitário em comparação à candidatura de Manuela D’Ávila ao Senado do Rio Grande do Sul – um cenário que acusa como resultado de “privilégio branco e cis”.

A deputada federal Erika Hilton expressou choque e decepção com o fato de receber apenas uma fração dos recursos inicialmente previstos para a campanha da senadora, enquanto Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, teria sido alocado com valores equivalentes. A declaração foi publicada no X (Twitter) por ela, onde denunciava a falta de inteligência política e acusava o partido de tentar “asfixiar” aqueles que atuam na linha de frente da luta contra a extrema-direita – uma estratégia vista como um ataque à força popular do movimento socialista.

O Psol justificou sua postura através de uma nota oficial, afirmando que a distribuição dos recursos para as candidaturas proporcionais está em conformidade com os objetivos estratégicos do partido neste ano: derrotar o extremismo de direita e ampliar sua representação no Congresso Nacional – inclusive visando garantir a reeleição de Lula à presidência. A sigla enfatiza seu compromisso com políticas inclusivas, incentivando candidaturas de mulheres, negros, indígenas, LGBTs e pessoas com deficiência. O presidente do partido se lançará para sua primeira campanha na Câmara dos Deputados enquanto Erika Hilton disputa uma segunda eleição federal, Manuela D’Ávila concorre ao Senado.

A insatisfação de Erika Hilton vai além das questões financeiras; a parlamentar exige transparência e o cumprimento dos compromissos feitos pelo PSOL desde que decidiu permanecer no partido, com o objetivo principal de superar a barreira da cláusula eleitoral – uma tarefa crucial para fortalecer as candidaturas de esquerda. A deputada enfatiza sua responsabilidade na eleição do presidente Lula e na construção de uma bancada mais robusta para sustentar o governo, argumentando que o PSOL precisa honrar seus acordos com aqueles que se dedicam a essa missão.

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