Ricardo Stuckert/PR

O senador Rogério Marinho (PL) intensificou sua atuação contra o governo Lula, formalizando representações no Tribunal de Contas da União (TCU) e na Procuradoria-General da República (PGR). O objetivo é expor possíveis irregularidades nos gastos com publicidade institucional do executivo federal em período eleitoral.

Segundo a Revista Oeste, as acusações contra a Presidência da República e a Secretaria de Comunicação Social (Secom), lideradas pelo petista Lula, apontam para um descumprimento flagrante dos limites legais estabelecidos para despesas com publicidade institucional durante o ano eleitoral. A oposição argumenta que há indícios claros de abuso de poder econômico, desvio de finalidades e improbabilidade administrativa – irregularidades que merecem uma investigação rigorosa.

Os números revelam um cenário preocupante: até 18 de junho, os empenhos com publicidade institucional somavam R$785,7 milhões. Este valor excede significativamente o teto aplicado para o primeiro semestre do ano eleitoral, estimado em R$618,1 milhões – uma diferença superior a 27%. A Revista Oeste aponta ainda que os gastos com comunicação social atingiram um patamar alarmante de R$480,4 milhões em 2025, superando qualquer outro registro histórico.

A oposição destaca especificamente a campanha “Tempo com a Família”, associada à proposta controversa da extinção da escala 6×1, que consumiu aproximadamente R$80 milhões – representando mais de 11% dos gastos totais em comunicação social naquele ano e, segundo Marinho, comprometeu o debate político-eleitoral. O senador ressalta a necessidade de clareza entre publicidade institucional e promoção da agenda do governo Lula, citando um precedente recente do TCU que suspendeu campanhas governamentais por entender indícios de uso inadequado de recursos públicos para influenciar discussões legislativas – uma clara demonstração de fiscalização necessária.

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