O vereador Senival Moura (PT-SP), figura central em um esquema complexo de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando Capital (PCC), foi preso na manhã desta quinta-feira, 25 de julho. A operação da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) expõe uma rede criminosa que utilizava a empresa de ônibus Transunião como base para atividades ilícitas.
A Operação Última Parada mobilizou 350 policiais em São Paulo, litoral paulista e Minas Gerais. A ação resultou na prisão do vereador Senival Moura e do presidente da companhia, Lourival de França Monário, além da expedição de mandados de busca e apreensão que atingiram centenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas. Segundo a Revista Oeste, o esquema visava lavar dinheiro desviado pelo PCC através de uma intrincada rede de empresas controladas pela Transunião.
A investigação revelou um desvio sistemático de recursos financeiros utilizando a empresa como fachada para movimentação ilícita. A Justiça determinou o bloqueio judicial de valores significativos – até R$ 194,4 milhões por conta –, que podem somar cerca de R$30 bilhões considerando todos os envolvidos no esquema criminoso. Além do dinheiro em circulação, a operação apreendeu veículos (117), imóveis (21) e embarcações (três).
A intervenção na Transunião resultou suspensão das atividades da companhia e uma ação contínua de investigação para identificar outros possíveis cúmplices e determinar o alcance total das fraudes. A Operação Última Parada demonstra novamente a necessidade urgente de fortalecer as instituições responsáveis pela fiscalização financeira, combatendo impunidade e protegendo os recursos públicos.









