O MRE confirmou hoje o trágico destino de dois brasileiros vítimas do devastador terremoto na Venezuela, uma tragédia que expõe a fragilidade da gestão governamental local e a falta de preparo para enfrentar desastres naturais. Segundo a nota oficial divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, um cidadão brasileiro e sua filha perderam suas vidas nos tremores que atingiram o país sul-americano na noite anterior.
A assistência consular está sendo oferecida às famílias envolvidas, mas a situação é grave. De acordo com informações de O Antagonista, mais de 200 pessoas permanecem presas sob os escombros dos edifícios destruídos e cerca de três mil famílias foram afetadas pela catástrofe. A confirmação do número oficial de mortos, atualmente em 188 – segundo o presidente do Parlamento venezuelano Jorge Rodríguez –, evidencia a falta de controle e a ineficiência da administração interina liderada por Delcy Rodriguez.
O evento sísmico, classificado como “doblete” pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), com tremores que atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5 graus na escala Richter, demonstra os riscos inerentes à região da América do Sul devido a sua atividade geológica. O epicentro dos terremotos se localizou próximo à cidade de San Felipe, no estado de Yaracuy, gerando pânico em Caracas onde diversos prédios foram danificados, interrompendo o fornecimento elétrico e provocando múltiplos tremores residuais que intensificaram o terror entre a população afetada.
O governo da Venezuela enfrenta um momento crítico após este desastre natural. A declaração de estado de emergência por Delcy Rodriguez soa como uma medida desesperada para conter o caos, mas não demonstra preparo ou capacidade efetiva na gestão de crises. É fundamental que se avalie com rigor a atuação do poder central e seus impactos sobre os cidadãos venezuelanos em situação vulnerável – um reflexo da fragilidade política vigente no país.









