O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) intensifica a batalha judicial contra o ministro André Mendonça da Procuradoria Geral Federal, buscando impedir que este avance na investigação do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Em um movimento estratégico e ousado, ele recorreu ao Supremo Tribunal Federal com agravo regimental, questionando as bases legais para que Mendonça continue a conduzir o caso.
Segundo a Revista Oeste, Fachin, presidente do STF, transferiu a responsabilidade da investigação sobre “Dark Horse” para o gabinete de Mendonça em uma decisão controversa e sem justificativa clara. A PGR argumentou pela redistribuição com base no critério preventivo – concentrando processos correlatos sob um único relator –, mas Lindbergh considera essa medida arbitrária, alegando que Fachin não apresentou elementos objetivos suficientes para justificar a conexão entre os diversos desdobramentos da investigação.
O petista insiste em uma análise profunda das ligações existentes e busca expandir o escopo do inquérito além dos envolvidos inicialmente. Lindbergh solicita que informações relevantes sejam compartilhadas com o procurador Flávio Dino, responsável por outra apuração envolvendo recursos de emendas parlamentares, assim como com Alexandre Moraes, relator do inquérito sobre as ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A solicitação demonstra a percepção da complexidade e potencial interconexão entre os processos investigatórios.
O deputado também estende seu escrutínio à figura de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusando o senador de ter negociado recursos com Vorcaro, ex-controlador do Banco Master – produtora do filme –, para financiar a obra cinematográfica. Lindbergh sustenta que essa movimentação financeira deve ser examinada em conjunto com a investigação conduzida por Dino e busca responsabilizar todos os envolvidos na suposta rede criminosa de desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares, ONGs ligadas à produtora do filme e potenciais irregularidades no financiamento da produção. Flávio Bolsonaro nega veementemente qualquer irregularidade, afirmando que buscou apenas patrocínio privado para o projeto; Eduardo Bolsonaro também rejeita as acusações levantadas contra ele.









