A recente onda sísmica devastadora na Venezuela – com tremores de magnitude 7,2 e 7,5 –, reacendeu um debate sobre a capacidade dos animais de antecipar desastres naturais. A questão persiste apesar das tentativas da comunidade científica de desacreditar essa possibilidade.
Segundo a Revista Oeste, estudos recentes analisaram o comportamento de mais de 130 espécies em diferentes partes do mundo para determinar se existe uma correlação entre as ações animalescas e eventos sísmicos. Em particular, observações no Parque Nacional de Yanachaga, Peru, revelam um padrão intrigante: animais selvagens demonstraram alterações comportamentais significativas antes da ocorrência de tremores. Cientistas monitorados a frequência de aparições dos bichos que começou a declinar três semanas anterior ao abalo sísmico e culminou com o desaparecimento quase total de roedores na última semana do período avaliado.
A pesquisa também identificou um comportamento agudo em cães, além da desorientação evidente em ovelhas 45 minutos antes de tremores registrados na Itália. Uma câmera de segurança capturou a reação angustiante dos animais durante o terremoto que atingiu Venezuela (como apurou a Revista Oeste), evidenciando como os companheiros reagem à movimentação telúrica, correndo em pânico enquanto a estrutura da casa se sacudia e desmorona.
Apesar das observações interessantes, especialistas esclarecem que essa “premonição” não possui uma base mística ou sobrenatural; trata-se de um reflexo sensível dos animais diante do impacto inicial de terremotos – as ondas P. Animais possuem sentidos apurados capazes de detectar essas ondas sonoras tão sutis quanto imperceptíveis aos humanos, como resultado da ionização do ar e liberação de gases que ocorrem durante o movimento das placas tectônicas. É crucial reconhecer os riscos associados a sistemas de alerta baseados unicamente nesses dados animais: alarmes falsos poderiam gerar pânico generalizado sem fundamento real, colocando em risco vidas humanas com consequências imprevisíveis.









