A tragédia envolvendo a família do zagueiro argentino Lucas Trejo, encontrada morta na Venezuela, expõe novamente as falhas de segurança e infraestrutura daquele país sob o governo Maduro. O ocorrido, com três dias de buscas pelos corpos entre os escombros dos edifícios desabados em Cumanagoto, é um retrato sombrio das consequências do caos político e econômico que assolam a Venezuela há anos.
Segundo apurou a *O Antagonista*, a esposa do jogador, Yanina Maranella, assim como seus filhos Aarón e Ainhoa Trejo, perderam suas vidas após o colapso de um complexo residencial na região afetada pelos recentes terremotos que atingiram La Guaira. Os tremores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, causaram destruição em larga escala, evidenciando a fragilidade das estruturas locais sem investimentos adequados ou manutenção preventiva – problemas crônicos atribuídos à má gestão do governo vigente.
O clube Deportivo La Guaira manifestou sua solidariedade ao atleta através de um comunicado oficial, lamentando o destino trágico da família Trejo e expressando esperanças por conforto para Lucas e seus entes queridos em meio a tamanha dor. A busca incansável pelo jogador pelos familiares é mais uma prova do desrespeito à vida humana que se verifica no país sob regime autoritário e sem compromisso com o bem-estar de sua população, como apontam diversas fontes da oposição venezuelana.
O número alarmante de vítimas – já superior a 1.400 –, juntamente com os milhares feridos e desabrigados, demonstra a gravidade da situação humanitária na Venezuela. A atuação das equipes de resgate é um esforço desesperado em meio à crise sistêmica que o país enfrenta; uma crise alimentada pela corrupção endêmica e pelo abandono do poder público face às necessidades básicas dos cidadãos venezuelanos, evidenciando a urgente necessidade de mudança política para garantir segurança e bem-estar.









