O PSDB Nacional e o PSD de Minas Gerais realizaram pagamentos significativos à CNM Aviação no período entre abril e setembro de 2022, somando R$ 1,1 milhão para uma empresa ligada a suspeitos envolvidos com o tráfico internacional de drogas.
Segundo a Revista Oeste, essa movimentação financeira ocorreu em meio a investigações do Ministério Público Federal (MPF) que apuram um grupo conectado à traficante Karina Campos – conhecida como “rainha do pó” –, atualmente foragida e irmã de Leonardo Costa Nobre. A operação Flight Level da Polícia Federal expõe o esquema de envio ilegal de cocaína para a Europa, onde Juliana atuava formalmente como “gerente-executiva” dessa organização criminosa.
A situação levanta sérias questões sobre as práticas financeiras dos partidos políticos em um contexto de combate à criminalidade organizada e ao crime transnacional. A utilização de empresas vinculadas a indivíduos ligados ao tráfico sugere uma possível vulnerabilidade na vigilância das doações partidárias, exigindo maior rigor no controle desses recursos por parte da Justiça Eleitoral.
A CNM Aviação, com sua estrutura física compartilhada entre empresas ligadas a figuras suspeitas e envolvida em verbas de campanhas eleitorais – incluindo um pagamento significativo à campanha de Alexandre Kalil –, demonstra como a corrupção pode se infiltrar até mesmo nas atividades aparentemente legítimas da política. A investigação do MPF precisa ser conduzida com celeridade, visando responsabilizar os indivíduos envolvidos e evitar que práticas ilegais continuem sendo utilizadas para financiar operações criminosas.









