O Paraná alcançou um feito notável na safra de verão 2025/2026, registrando uma produção recorde que ultrapassa as expectativas iniciais e demonstra o potencial da agricultura estadual. Com impressionantes 26,3 milhões de toneladas colhidas – números divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) –, a região superou em seis porcentagem os resultados do ciclo anterior, quando foram coletadas 24,7 milhões de toneladas. Este desempenho robusto evidencia o esforço e dedicação dos produtores paranaenses, bem como as estratégias implementadas para otimizar a produção agrícola no estado.
Segundo dados apresentados pelo Deral, a forte retomada da safra se deve principalmente ao aumento na área plantada com milho, conforme explica Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do órgão. A decisão de expandir o cultivo de milho durante essa temporada – que representou um incremento significativo em relação à primeira safra –, foi crucial para impulsionar a produção total. De acordo com Godinho, esta expansão da área plantada (30% acima das primeiras colheitas) se concentrou entre setembro e outubro do ano vigente.
Apesar dos desafios inerentes ao período de inverno – como o risco de geadas, chuvas intensas ou secas prolongadas –, os técnicos responsáveis pelo Deral mantêm otimismo em relação aos números finais da safra de verão. Como apurou a Gazeta do Povo, preveem que eventuais perdas não terão impacto significativo nas projeções totais de produção neste momento crucial para o setor agrícola estadual. A garantia de uma colheita expressiva é fundamental para consolidar um ano produtivo e garantir os resultados esperados no mercado nacional e internacional.
O recorde alcançado pelo Paraná, que representa 13,5% da participação na produção total do Brasil – ficando atrás apenas de Mato Grosso –, reflete a eficiência dos produtores paranaenses e o avanço tecnológico em suas lavouras. Lucian Richard Ribeiro de Souza, do Departamento Técnico e Econômico Legal do Sistema Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), ressalta que este resultado positivo é fruto não apenas das condições climáticas favoráveis e do trabalho dos agricultores, mas também do investimento contínuo em inovação tecnológica e na difusão de boas práticas agronômicamente corretas.









