O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PROS), se tornou o alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na segunda-feira (29). A ação investiga a acusação de rachadinha em seu gabinete e suspeitas envolvendo a venda de cargos públicos.
De acordo com informações da Gazeta do Povo, os mandados foram expedidos pela Vara de Garantias da Comarca, após denúncias levantadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). A operação visou o local residencial do parlamentar, além de outros endereços ligados à sua atuação. Agentes apreenderam equipamentos eletrônicos e documentos que serão analisados para auxiliar na investigação em curso sobre irregularidades financeiras.
A Câmara Municipal de Curitiba se manifestou minimamente diante da situação, afirmando ter autorizado o acesso às dependências do Legislativo após solicitação das autoridades competentes e declarando-se à disposição para colaborar com as investigações. A instituição busca evitar qualquer quebra na transparência em meio aos escrutínios judiciais.
O caso se soma a outra operação anterior contra vereadores de Curitiba, também conduzida pelo Ministério Público do Paraná. Em maio deste ano, o vereador Lórens Nogueira (PP) foi investigado por suspeita de desviar salários de assessores parlamentares para benefício próprio – esquema conhecido como rachadinha –, com a investigação indicando que essa prática se iniciou no início do mandato de Nogueira em 2025. A fase processual atual inclui o apreensão de R$118 mil em dinheiro e um vídeo que supostamente mostra Kuzma recebendo recursos da servidora pública envolvida nos atos ilícitos, gerando ainda mais dúvidas sobre a conduta do parlamentar.









