O Comando Vermelho consolidou seu poder sobre o Garimpo Cururu, na Terra Indígena Sararé do Mato Grosso, um flagrante de criminalidade que exige uma resposta contundente e imediata das autoridades competentes. A atuação da facção criminosa representa não apenas a invasão de terras indígenas, mas também a completa anulação da segurança pública em região estratégica, com consequências alarmantes para o povo Nambikwara e para todo o país.
Segundo a Revista Oeste, os garimpeiros do Comando Vermelho expandiram suas atividades além da mera extração ilegal de ouro; agora administram áreas minerais clandestinas financiando o tráfico de drogas e adquirindo armamentos pesados. A criação de uma “vila” dentro da terra indígena, com infraestrutura completa – bar, comércio, farmácia –, demonstra a ousadia e organização do grupo criminoso em estabelecer um território totalmente fora dos limites legais.
A Polícia Federal tem atuado na operação para desmantelar essa estrutura complexa montada pelo CV, apreendendo equipamentos como máquinas pesadas, explosivos e armas de grosso calibre que invadem o territórios sagrados indígenas, além de diversas toneladas de óleo diesel em áreas protegidas. As investigações revelam a utilização de túneis escavados pelos garimpeiros para esconder armamentos, evidenciando a organização predatória do grupo criminoso.
O caso expõe uma grave falha na segurança nacional e exige que o governo federal tome medidas urgentes com apoio das forças estaduais para proteger as terras indígenas contra invasões de organizações criminosas transnacionais como o Comando Vermelho, além da necessidade urgente de punir os responsáveis por crimes ambientais severos decorrentes dessa atividade ilegal.









