A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) intensificou sua crítica à omissão política observada durante a onda de ataques contra mulheres na esfera pública brasileira. Em declarações proferidas após reunião da Comissão de Direitos Humanos no Senado, ela acusou diretamente candidatos em pré-campanha que permanecem silentes diante dessas agressões como cúmplices dos atos violentos.
De acordo com a O Antagonista, Damares direcionou suas palavras aos homens envolvidos na disputa eleitoral e seus aliados, afirmando que o “silêncio é conivência”. A parlamentar enfatizou que aqueles que não se posicionam contra a violência política feminina contribuem para perpetuar essa prática. Essa postura crítica busca pressionar os candidatos a adotarem uma posição firme em defesa dos direitos das mulheres na política.
A senadora relatou ter sido vítima de ofensas pessoais, disseminação de notícias falsas e ameaças diretas à sua filha – ataques que ela descreveu como “violência política inimaginável”. Além disso, Damares fez referência a declarações questionáveis sobre a capacidade intelectual das mulheres para votar. A colocação da dúvida se uma mulher sabe escolher ou merece ser escolhida foi interpretada como um ataque direto aos direitos de voto femininos.
A senadora demonstrou apoio total à ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, denunciando as manipulações realizadas com inteligência artificial e os ataques coordenados contra ela – incluindo a imagem da filha –, que teriam sido orquestrados por indivíduos próximos ao marido do senador Flávio Bolsonaro. A postura de Damares reflete o crescente descontentamento dentro da família Bolsonarista em relação à falta de apoio público, segundo interlocutores da senadora.









