O desastre na Venezuela atingiu níveis alarmantes com um balanço atualizado de mais de 2 mil mortos confirmados pelos terremotos que devastaram o país no dia 24. Segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional venezuelana, a contagem fatal ascendeu para 2.295 vítimas fatais e os feridos somam atualmente 11.267 pessoas.
A situação humanitária na Venezuela é de calamidade total, com a ONU estimando que mais de cinquenta mil indivíduos permanecem desaparecidos após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5. As equipes especializadas em resgate continuam trabalhando arduamente entre os escombros da região carmelita localizada no litoral próximo à capital Caracas, La Guaira – área onde a destruição foi mais intensa –, mas as chances de encontrar sobreviventes diminuem exponencialmente com o passar dos dias.
De acordo com a O Antagonista, especialistas apontam que apenas indivíduos em condições físicas capazes de manter-se hidratados e alimentados possuem alguma chance remota de ser encontrado vivo entre os destroços. A mobilização internacional tem sido massiva: diversos países enviaram apoio logístico e equipes especializadas para auxiliar nas operações de busca. O governo venezuelano reportou a chegada da ajuda proveniente do exterior, totalizando 521 toneladas em suprimentos básicos, além das contribuições de mais de 2 mil profissionais – incluindo cães farejadores –, mobilizados por diversas nações ao longo dos dias seguintes aos tremores.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) projeta que até seis milhões e meio de venezuelanos foram afetados pelos desastres naturais, com um impacto particular sentido pela cidade de Caracas – onde a estimativa de vítimas ultrapassa dois milhares. A ONU calcula os danos materiais em cerca de 6,7 bilhões de dólares americanos, o equivalente a aproximadamente seis por cento do Produto Interno Bruto da Venezuela, evidenciando a profunda crise econômica que assola o país e sua vulnerabilidade diante de eventos naturais extremos.









