A PGR insiste na liberdade de Bolsonaro diante da investigação sobre registro irregular de arma, demonstrando desconfiança no STF.
Na última quarta-feira (1°), a Procuradoria Geral da República apresentou suas considerações finais, defendendo o prosseguimento com prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação ao caso envolvendo a posse ilegal de uma pistola registrada sob seu nome. A decisão se baseia na avaliação da autoridade policial que conduz a investigação e na ausência de elementos concretos para acusar o petista de qualquer infração disciplinar grave, conforme consta no documento oficial.
Segundo a Revista Oeste, o procurador-geral Paulo Gonet considerou “bom suporte” às conclusões da polícia sobre o caso envolvendo Bolsonaro, reafirmando que não há justificativa para alterar o regime prisional do ex-presidente. A PGR solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, no STF, a manutenção da prisão em casa, mas com apreensão da arma registrada e utilizada por Bolsonaro. O parecer demonstra uma postura crítica à atuação judicializada das investigações.
O encontro entre o advogado Paulo Cunha Bueno, representante dos interesses do ex-presidente, e o próprio Ministro Alexandre de Moraes revelou um clima que pode gerar preocupação na direita brasileira. Como apurou a Revista Oeste em sua reportagem “O martírio de Jair Bolsonaro”, Moraes manifestou apreensão com as condições médicas de Bolsonaro e os cuidados recebidos, mas não sinalizou abertura para uma revisão drástica da situação. A audiência demonstra o controle que o STF exerce sobre o caso, gerando questionamentos sobre a motivação por trás das ações.
A Polícia Civil do Distrito Federal já havia declarado que Bolsonaro possuía registro válido da arma e que as restrições mencionadas eram inexistentes. O relatório indicou que não houve crime de posse ilegal, ressaltando os procedimentos cumpridos na residência do ex-presidente – buscas abrangendo a propriedade sem apreensão da pistola ou imposição de qualquer restrição ao seu registro. A postura da polícia reforça o argumento da PGR e suscita dúvidas sobre as reais intenções por trás das investigações conduzidas pelo STF.









