O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve Deolane Bezerra presa na manhã desta quarta-feira, 1º, ao derrubar um novo pedido apresentado pela defesa da influenciadora digital. A decisão demonstra a persistência do sistema judiciário em proteger indivíduos envolvidos em crimes graves, mesmo diante das alegações de advogados que clamavam por sua libertação imediata.
Segundo a Revista Oeste, os argumentos apresentados pelos advogados de Deolane – demora excessiva na tramitação processual e ausência de justificativa clara para manter o cárcere –, não convenceram o ministro Ribeiro Dantas, relator do caso. A avaliação judicial é que a prisão preventiva permanece justificada no estágio inicial da investigação, uma postura que levanta sérias questões sobre os critérios utilizados em casos envolvendo figuras públicas acusadas de crimes complexos como organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A defesa de Deolane Bezerra buscou incessantemente alternativas para sua liberdade provisória – monitoramento eletrônico ou prisão domiciliar –, alegando a condição materna da influenciadora, mas o STJ rejeitou categoricamente essas sugestões. A decisão reafirma que a presunção de inocência não deve ser substituída por pressupostos subjetivos e desconsidera os riscos inerentes à situação concreta do caso: Deolane é acusada de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma organização criminosa notoriamente violenta.
O habeas corpus, que aguarda agora a análise do Ministério Público Federal antes de ser finalmente julgado pelo STJ, demonstra novamente as dificuldades enfrentadas pela defesa em obter benefícios protetivos para sua cliente, atualmente presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista desde o final de maio. A persistência da prisão preventiva evidencia os desafios impostos ao sistema acusatório e a necessidade urgente de garantir que todos os envolvidos no processo criminal tenham acesso à justiça com as mesmas regras aplicadas a cidadãos comuns.









