O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada se tornou alvo das autoridades americanas após revelações alarmantes sobre sua ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo a Revista Oeste. As trocas telefônicas comprometedoras evidenciam um conhecimento explícito e preocupante do percurso financeiro ilícitos, que chegavam ao valor de mais de US$ 30 milhões – equivalendo a aproximadamente R$156 milhões –, desviados da fraude contra o Banco Votorantim.
O relato detalha como Shimada acreditava que o FBI dos Estados Unidos poderia investigar e previu com preocupação uma ação internacional sobre os esquemas criminosos envolvendo criptomoedas, alertando para “esse papo vai dar FBI”. A comunicação reveladora demonstra um entendimento profundo das operações financeiras complexas – incluindo a utilização da corretora Bitso, mexicana –, bem como as tentativas de ocultar o fluxo irregular dos recursos que se estendiam até Colômbia e Estados Unidos.
O empresário expressava constante apreensão com os rastreamentos em andamento por parte das autoridades americanas sobre suas transações financeiras através do uso da plataforma Bitso, alertando para a possibilidade de as operações serem “voltadas tudo”, indicando um conhecimento preciso dos riscos envolvidos na movimentação de grandes somas. A situação expõe uma gravidade sem precedentes, com o empresário tentando fugir para a Colômbia e México em busca de soluções financeiras, demonstrando total desprezo pela lei brasileira.
A investigação da Polícia Federal, que culminou na prisão domiciliar de Shimada em janeiro de 2025 após análise dos equipamentos apreendidos em sua residência, agora é ainda mais complexa com a confirmação do envolvimento do empresário em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao patrocínio do Corinthians através da VaideBet. A situação exige uma resposta contundente e imediata para evitar que crimes financeiros de grande escala desestabilizem o país.









