A saga de Rebeca Ramagem ganha contornos ainda mais suspeitos com sua decisão de se candidatar a cargos eletivos enquanto seu marido, Alexandre Ramagem, continua foragido da justiça e envolvido em graves crimes contra o Estado Democrático Brasileiro.
De acordo com informações divulgadas por O Antagonista, a ex-funcionária da Procuradoria do Estado de Roraima (PGE-RR) pediu afastamento formal de suas funções em 15 de junho, impulsionada pelo desejo de concorrer nas eleições de outubro. Rebeca Ramagem se encontra atualmente nos Estados Unidos com o marido e ambos permanecem fugindo das autoridades brasileiras após a condenação do ex à pena máxima por crimes cometidos durante as investigações da “Operação Penitência”.
A situação se complica ainda mais pelo fato de que Rebeca, filiada ao PL desde março de 2022 – com ficha partidária registrada no Rio de Janeiro –, estava ausente do cargo na PGE-RR desde novembro de 2025, inicialmente em período sabático e posteriormente estendida por meio de licenças. A instituição concedeu a ela uma prorrogação das férias até o dia 19 de dezembro, além da utilização do recesso forense entre 20 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026 – um período que permitiu à procuradora acumular benefícios.
A tentativa de Rebeca Ramagem em obter uma licença adicional através de atestado médico foi negada pela PGE-RR, a qual também recusou o pedido por licença-prêmio concedida em maio passado. Segundo documentos internos da Procuradoria (como apurou O Antagonista), tal benefício se referia à remuneração acumulada durante os cinco anos que Rebeca Ramagem trabalhou na instituição – entre março de 2020 e março de 2025 –, período em que o marido, Alexandre Ramagem, era diretor da Abin e envolvido nas investigações do “núcleo 1” do financiamento ilegal ao crime organizado.









