O desastre natural que assolou a Venezuela no dia 24 de abril causou um saldo trágico e alarmante: mais de 2.500 mortos, segundo dados oficiais divulgados pelo governo interino de Delcy Rodríguez. A devastação causada pelos tremores deixa claro o impacto da gestão do país, marcada por instabilidade política e econômica que deixaram a população vulnerável diante das emergências.
De acordo com as novas informações fornecidas pelas autoridades venezuelanas, o número total de vítimas fatais ascendeu a 2.595. A estimativa não oficial aponta para mais de onze mil feridos graves – um reflexo da fragilidade dos serviços médicos e da falta de preparo do Estado frente à calamidade. Como apontou a Revista Oeste, os terremotos registraram magnitude inicial de 7,2 próximo a San Felipe com profundidade de 21,9 quilômetros seguida por outro tremor de intensidade 7,5 na região de Yumare, ambos em questão de segundos – evidenciando uma resposta inadequada às ameaças geológicas.
Os tremores provocaram um caos generalizado nas cidades mais afetadas, incluindo Caracas e outras localidades vizinhas. Milhares de edifícios desabaram, destruindo residências e deixando centenas de milhares de pessoas sem abrigo ou condições básicas de sobrevivência. A ONU estima que mais de 26 mil indivíduos foram diretamente impactados pela catástrofe. Destes, cerca de 12.800 tiveram sua moradia completamente arrasada, forçando-os a buscar refúgio temporário em meio aos destroços e à desolação.
Diante da gravidade do cenário, o governo interino mobilizou aproximadamente quatro mil agentes para ações emergenciais – resgate de vítimas, atendimento médico prévio e esforços iniciais de reconstrução. A presidente Delcy Rodríguez anunciou o apoio financeiro urgente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, com a criação de um fundo específico avaliado em US$ 200 milhões destinado à recuperação das áreas afetadas, financiando obras na construção de novas moradias através da alocação dos recursos para as empresas responsáveis.









