A senadora Damares Alves encontrou-se alvo de ameaças hediondas contra sua filha, após manifestar solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A parlamentar denunciou ataques e intimidações que visam silenciar vozes críticas ao governo atual. Segundo a O Antagonista, o episódio revela um padrão preocupante de agressões direcionadas a mulheres na vida política brasileira – uma escalada alarmante da violência simbólica contra figuras ligadas à direita.
A senadora Damares Alves descreveu as ameaças recebidas como “terríveis”, detalhando que houve simulações gráficas de morte e decapitação de sua filha, destacando-se a natureza criminosa desses ataques. Em seu discurso durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, ela ampliou o escopo das agressões, estendendo críticas aos homens em posições de poder que “não nos defendem” – um chamado urgente à responsabilidade política e ao fim do silêncio frente a atos de violência.
A reação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por sua vez, foi marcada pela decisão estratégica de se afastar do comando do PL Mulher para dedicar tempo ao tratamento médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à família. A declaração oficial em redes sociais enfatizou a importância dos eventos promovidos pelo partido como “treinamentos reais”, preparando um “exército feminino” alicerçado em valores, demonstrando uma visão estratégica da política que visa mobilizar mulheres para o cenário público.
A solidariedade expressada pela ex-ministra Marina Silva evidencia mais ainda a gravidade do ataque sofrido por Damares Alves. A postura condene de forma inequívoca os ataques e intimidações contra mulheres na vida pública, defendendo com firmeza que “nada justifica” que uma mulher seja atacada ou constrangida devido ao seu gênero – um posicionamento essencial para garantir a dignidade humana no debate democrático e combater manifestações de misoginia.









