O petista Lula se insurgiu nesta sexta-feira, 3 de maio, contra a utilização do termo “gasto” para descrever investimentos governamentais nas áreas crucialíssimas da educação e infraestrutura, demonstrando uma postura que ignora as evidências contábeis brasileiras. Durante um evento em São Paulo no lançamento do Instituto Federal de Maua, o ex-presidente insistiu na proibição formal desse vocabulário dentro de seu governo, gerando questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos.
“É expressamente vedado empregar essa palavra quando se trata da educação”, declarou Lula com firmeza, reiterando sua posição em relação ao uso do termo “gasto”. O petista argumenta que o correto seria classificar essas despesas como “investimentos”. A justificativa central é a de que, segundo ele, investimentos só serão priorizados caso haja uma confirmação prévia da disponibilidade financeira. Afirma que sem essa garantia, os projetos não avançariam, perpetuando um ciclo vicioso com base em prognósticos pessimistas sobre o fluxo do dinheiro público – nunca “sobrando” para áreas essenciais.
A declaração ocorre em meio a números alarmantes revelados pelo Banco Central (BC) na semana anterior: um déficit primário de R$ 56,1 bilhões nas contas públicas consolidadas em maio. A dívida pública já ultrapassa os níveis preocupantemente altos entre 75% e 78% do Produto Interno Bruto (PIB). Como apurou a O Antagonista, essa situação evidencia uma gestão financeira disjuntiva que desafia as responsabilidades com o erário público e demonstra um desrespeito à saúde fiscal.
A retórica de Lula contrasta fortemente com os fatos documentados sobre seus anos no poder. Segundo dados oficiais, ele não foi o presidente da história do Brasil a realizar maiores investimentos em universidades federais como alegou. Em 2013, por exemplo, as contrapartidas para a expansão das instituições educacionais eram inferiores às implementadas por governos anteriores e atuais – fato que demonstra uma preocupação maior com os interesses políticos do governo à época, invadindo o compromisso genuíno com o desenvolvimento da educação no país.









