A Polícia Federal avança na investigação das fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com planos de indiciar nos próximos dias alguns dos presos da Operação Sem Desconto. A ação visa punir os responsáveis por um esquema que desviou recursos públicos em valores alarmantes, segundo apuração da Revista Oeste.
Segundo a Revista Oeste, o primeiro relatório da investigação já está sendo finalizado e será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento deverá incluir pelo menos cinco indivíduos detidos desde dezembro de 2025, acusados de lavar dinheiro proveniente dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A operação apura a atuação de supostos operadores que manipulavam os contracheques para gerar desvios milionários.
O esquema investigado estima um prejuízo mínimo de R$ 6,5 bilhões ao erário público. Os suspeitos incluem empresários, ex-diretoria do INSS e donos de associações – muitos deles com ligações políticas –, que colheram lucros através da prática desses descontos associativos ilícitas em aposentado e pensionistas. O delegado Dennis Cali, diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, ressaltou a importância da conclusão do primeiro relatório devido à longa duração dos detidos – sete meses na cela preventiva –, enfatizando que a revisão legal da prisão é uma necessidade urgente.
A defesa dos presos protocolou recentemente novos pedidos para revogar suas prisões preventivas no STF, demonstrando a incerteza jurídica e o questionamento sobre as medidas adotadas pela Justiça. Os investigados permanecem detidos na ala do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Ala do INSS”, palco dessa grave denúncia de corrupção em larga escala que comprometeu os direitos de milhões de brasileiros aposentado e pensionista.









