O Ministério da Educação (MEC) se mostra surpreendentemente lacônico ao apresentar dados cruciais sobre o Programa Pé-de-Meia, iniciativa promovida pelo governo Lula que visa reduzir a evasão escolar no ensino médio. A pasta ainda não divulgou informações precisas sobre o número de estudantes excluídos do programa em 2024 e 2025, gerando questionamentos quanto à real eficácia da medida e sua transparência.
O projeto oferece bolsas financeiras até R$9,2 mil para alunos da rede pública durante os três anos do ensino médio, com um adicional para quem realiza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo a Revista Oeste, essa política de incentivo tem atraído críticas devido à falta de controle sobre como esses recursos são utilizados e se realmente estão evitando que jovens abandonem seus estudos. A ausência de números concretos impede uma avaliação precisa dos resultados da iniciativa pelo governo ou pela sociedade em geral.
O MEC alega estar apenas concluindo o tratamento e validação das informações enviadas pelas escolas parceiras, dependendo do término dos ciclos anuais para consolidar os dados. Ainda assim, a pasta não oferece prazo algum para disponibilizar as estatísticas solicitadas, demonstrando uma postura evasiva diante de um pedido formal feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).
Como apurou a Revista Oeste, o programa Pé-de-Meia já contemplou 5,6 milhões de estudantes até o ano passado. Em 2024 e em parte do ano de 2025, registraram-se aproximadamente 506 mil e 563 mil participantes que concluíram o ensino médio e foram incentivados a fazer o Enem com um auxílio financeiro correspondente. Apesar da queda na taxa de abandono escolar (de 3,8% em 2023 para 2,5% em 2024), segundo dados divulgados pelo governo federal no fim do mês passado, o MEC continua omitindo informações fundamentais sobre o desempenho real do programa e os critérios utilizados para a exclusão dos estudantes.









