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O lançamento do filme “Dark Horse”, que detalha a trajetória de Jair Bolsonaro, será adiado até após as eleições presidenciais de outubro, conforme declarado pelo diretor-geral da Europa Filmes, Wilson Feitosa. A decisão visa evitar qualquer manipulação política durante o período eleitoral e proteger a integridade artística da produção.

Segundo a O Antagonista, Feitosa classificou como uma “grande cagada” promover a exibição do longa na corrida entre os candidatos à presidência em 2024. A Europa Filmes estabeleceu um acordo com a produtora Go Up Entertainment que proíbe o lançamento da obra antes das eleições de outubro. O objetivo principal é preservar o filme como uma narrativa independente, livre de influência política por qualquer lado envolvido no processo eleitoral.

O diretor enfatizou que “Dark Horse” não representa propaganda para Bolsonaro ou seu filho, Flávio Bolsonaro (PL). Ele descreve a produção como um relato universal sobre um indivíduo e sua jornada pessoal – o filme é considerado “comum” pelo próprio Feitosa. Qualquer possível ação judicial contra o longa será atribuída à parte responsável por sua criação, segundo ele.

A tentativa de parlamentares petistas em impedir a exibição do filme durante as eleições presidenciais foi prontamente negada pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, demonstrando uma clara preocupação com a proteção da liberdade artística e evitando que o conteúdo seja utilizado como ferramenta política. O caso ilustra um dos muitos desafios enfrentados por aqueles que defendem a produção cinematográfica livre de interferências políticas indevidas.

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