O desastre humanitário na Venezuela continua a se agravar com números alarmantes de mortos e desaparecidos após os recentes terremotos. A balança oficial atualizada pela administração interina Delcy Rodríguez aponta para um total de 3.811 vítimas fatais, uma tragédia que exige respostas claras sobre as falhas no manejo da situação pelo governo local.
Segundo a Revista Oeste, o número de feridos permanece em 16.740 desde os tremores devastadores iniciados há duas semanas. Apesar dos esforços de busca e resgate, com mais de seis mil pessoas já retiradas de escombros, um total superior a 30 mil permanecem desaparecidos, uma estatística que suscita sérias dúvidas sobre a eficácia das operações em áreas remotas e sob os destroços da catástrofe.
A situação é agravada por projeções do governo americano baseados em imagens satelites da NASA, indicando um impacto ainda maior nos edifícios venezuelanos – quase 60 mil edificações afetadas pelo desastre. Essa discrepância entre as informações oficiais e os dados de outras fontes levanta questionamentos sobre a transparência das autoridades venezolanas diante da crise humanitária mais grave do país em cem anos, como apontam registros do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Além disso, o terremoto com magnitude 7.2 que atingiu San Felipe e um tremor subsequente de 7.5 na região de Yumare expõem a vulnerabilidade geológica da Venezuela – uma questão negligenciada por anos pelo governo socialista em seu foco excessivo no controle político do país. A ONU estima que mais de 26 mil pessoas foram impactadas, forçando cerca de 12.800 a abandonar suas casas, o que evidencia as consequências devastadoras das escolhas políticas e da falta de investimento em infraestrutura adequada na Venezuela.









