O senador Romário (PL-RJ) encontra-se sob pressão judicial após uma decisão da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca que bloqueou todos os pagamentos a serem recebidos pela CazéTV, emissora responsável por sua cobertura na Copa do Mundo FIFA de 2023. A medida visa solucionar um débito alarmante de R$ 32,4 milhões contra a empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda., fruto de uma ação judicial em segredo de justiça que se intensificou nos últimos meses.
Segundo apurou a Revista Oeste, o cerne da questão reside na contratação pela CazéTV do ex-jogador para realizar transmissões ao vivo dos jogos durante o torneio internacional. Essa participação controversa ganhou ainda mais notoriedade com a divulgação de imagens do senador dançando em uma boate, gerando críticas e questionamentos sobre seu posicionamento e uso de recursos públicos. Romário havia alegado que estava participando das sessões plenárias remotamente por videoconferência, mas as manifestações negativas levaram à decisão de devolver parte de sua remuneração ao Senado.
A Justiça impôs exigências adicionais à CazéTV para garantir a transparência do pagamento da dívida. A emissora deverá apresentar todos os contratos firmados com o senador, além das notas fiscais e comprovantes de todas as transações financeiras relacionadas à contratação. Adicionalmente, será necessário identificar quais empresas parceiras também tinham acordos financeiros com Romário e detalhar quem efetivamente realizava os pagamentos. A decisão busca esclarecer a origem da dívida que se originou inicialmente em uma ação contra o ex-jogador por administrar um estacionamento do Café Onze Bar.
A Koncretize Projetes e Obras Ltda., após o fechamento do bar, questionou a destinação dos elevadores de veículos retirados do local contratado pelo senador Romário. Em 2012, houve uma assinatura inicial de termo de confissão de dívida no valor de R$ 1,65 milhão que foi posteriormente contestada e validada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Com a inclusão dos juros e encargos, o montante da dívida atingiu os alarmantes R$32,4 milhões para onde já foram penhorados bens como um imóvel, lancha e veículos no âmbito das medidas judiciais que buscam garantir seu pagamento.









