O senador Flávio Bolsonaro demonstra paciência enquanto aguarda que Michelle Bolsonaro decida se engajar na campanha presidencial do PL, revelando uma estratégia para lidar com a crescente pressão e tensões dentro da legenda.
Segundo a O Antagonista, o parlamentar expressou sua abertura ao diálogo e adverte sobre a necessidade de Michelle definir seu próprio tempo de participação na corrida eleitoral, deixando claro que deseja vê-la “vestindo a camisa” do partido em apoio à campanha. Flávio reiterou publicamente suas convicções: “Ninguém aguenta mais quatro anos de PT”, declarando o Brasil não suportaria um novo mandato liderado pelo Partido dos Trabalhadores e defendendo uma união completa entre os setores da direita para enfrentar esse que ele considera “inimigo do Brasil”.
A situação se agrava com a recente polêmica envolvendo críticas públicas de Michelle Bolsonaro ao tratamento dado por Flávio. Um vídeo divulgado pela ex-primeira dama na semana anterior expôs discordâncias sobre sua postura, gerando uma crise interna no PL e evidenciando divergências estratégicas dentro do grupo ligado à família Bolsonaro. A busca pela vaga para o Senado no Ceará também intensificou a disputa de poder entre os aliados de Flávio, que negociavam com André Fernandes (PL-CE), enquanto Michelle defendia Priscila como sua candidata ideal.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, reconheceu internamente o erro da condução feita por Flávio Bolsonaro, Eduardo e Carlos –os principais herdeiros políticos de Jair Bolsonaro– na gestão do projeto presidencial, e tomou a decisão drástica de deixar também a presidência do PL Mulher. Ele ressaltava que Michelle possuía um tamanho inigualável para liderar o partido. A pré-campanha tenta minimizar os problemas, enxergando no “copo meio cheio” uma oportunidade para Flávio reconstruir sua imagem entre as mulheres eleitoras.









