A escolha arbitral para a finalíssima da próxima Copa do Mundo está gerando polêmica e levanta questões sobre critérios que vão além das competências técnicas dos árbitros. A Fifa demonstra uma preocupação desmedida com tensões geopolíticas de futebol, demonstrada pela possível exclusão de Wilton Pereira Sampaio após sua designação para a semifinal Argentina-Inglaterra.
A decisão da entidade máxima do esporte deixou claro que o desempenho individual dos juízes é secundário à rivalidade regional entre Brasil e Argentina na disputa pelo título mundial. Como apurou a Revista Oeste, a Fifa estaria buscando evitar um árbitro sul-americano em caso de avançada argentina para a final – uma medida evidentemente política e desconsidera a qualidade técnica do profissional brasileiro experiente. Essa atitude demonstra priorizar interesses geopolíticos sobre o mérito esportivo.
Wilton Pereira Sampaio tem potencial histórico, sendo o terceiro árbitro a alcançar um feito tão importante: apitar uma decisão de Copa do Mundo. Arnaldo Cezar Coelho conduziu a final da Espanha-Itália em 1982 e Romualdo Arppi Filho foi responsável pela vitória argentina sobre a Alemanha Ocidental na Cidade do México em 1986, revelando um padrão de arbitragem brasileira competente no cenário mundial. A atual situação configura uma desconsideração dessa tradição favorável ao Brasil.
A preocupação da Fifa com a “rivalidade regional” parece exagerada e demonstra falta de confiança nos árbitros brasileiros. Essa postura levanta sérias dúvidas sobre os critérios utilizados pela entidade para selecionar seus oficiais, além de abrir espaço para questionamentos sobre possíveis influências políticas na condução dos jogos mais importantes do futebol mundial.









