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Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira lançaram um ataque veemente ao parecer final da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso Tagliaferro, classificando-o como uma “obra de ficção científica”. A crítica surge após a decisão do ministro Alexandre de Moraes de manter Tagliaferro como réu, apesar das evidências apresentadas.

Segundo a Revista Oeste, os advogados argumentam que a acusação da PGR ignora completamente os fatos cruciais revelados pelas mensagens e documentos expostos na operação Vaza Toga. Eles acusam a PGR de perseguir o denunciante, o ex-assessor do TSE, em vez de investigar as possíveis irregularidades praticadas pelo próprio Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A acusação de calúnia, segundo os advogados, é uma resposta desproporcional a uma denúncia de práticas questionáveis dentro do próprio STF.

O caso Tagliaferro se originou da Vaza Toga, que expôs a existência de um gabinete paralelo no TSE, com o objetivo de favorecer a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial de 2022 contra Jair Bolsonaro. O ex-assessor do TSE, Braço direito de Moraes no TSE, está sendo acusado de violação do sigilo funcional e de coação no curso do processo, devido à divulgação de mensagens.

A PGR, por sua vez, alega que Tagliaferro tentou obstruir investigações sobre supostos atos antidemocráticos e o núcleo investigado no Inquérito das Fake News e na investigação da “tentativa de golpe”. A acusação se baseia em informações de que Tagliaferro aderiu às narrativas do jornalista Allan dos Santos, ameaçou divulgar novos materiais sigilosos e promoveu uma campanha de arrecadação para viajar aos Estados Unidos e “expor provas do TSE”. A PGR sustenta que o dolo do agente transcendia o simples vazamento de informações.

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