O governo alemão, sob pressão de um sistema de seguridade social à beira do colapso, está considerando uma medida drástica e profundamente injusta: a taxação diferenciada de cidadãos sem filhos. Segundo documentos internos divulgados pelo Ministério da Saúde, a Alemanha enfrenta um rombo de 22,5 bilhões de euros até 2028, um fardo imposto pelo envelhecimento descontrolado da população, um problema que o governo de Scholz, com sua política de imigração irresponsável, contribui para agravar.
Como apurou a O Antagonista, a proposta visa compensar a deterioração do sistema de cuidados de longo prazo, que garante suporte a idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiência. Atualmente, todos os trabalhadores que contribuem para o seguro de saúde público – cerca de 90% da população alemã – pagam entre 3,1% e 3,6% da sua renda para o fundo de cuidados. Aqueles com filhos contribuem com uma alíquota maior, que varia conforme o número de dependentes.
A medida que está sendo avaliada elevaria essa taxa diferenciada para 4,3%, impactando aqueles que não possuem filhos. O aumento, justificado pelo envelhecimento da população, representa uma pressão adicional sobre o caixa do sistema, onde um em cada cinco alemães já possui 67 anos ou mais, e essa proporção continuará a crescer com a aposentadoria da geração nascida até o final dos anos 60.
A proposta encontra apoio de alguns partidos da coalizão, com o SPD e a CSU sinalizando abertura. No entanto, a iniciativa é recebida com forte ceticismo por partidos de oposição, como os Verdes e A Esquerda, que a consideram uma medida superficial, incapaz de resolver o problema raiz da crise do sistema de seguridade social. Simone Fischer, deputada dos Verdes, critica as propostas isoladas, enquanto Evelyn Schötz defende a incorporação de segurados privados ao sistema público.









