Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ignorou a pressão para investigar o Banco Master e priorizou a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Adultização, focada em crimes sexuais contra menores. A decisão, anunciada em 26 de julho, demonstra a preocupação genuína com a exploração de crianças e adolescentes, ao contrário da lentidão e do desinteresse em lidar com outros escândalos que afligem o país.

Segundo a O Antagonista, a iniciativa do senador Magno Malta (PL-ES), motivada por um vídeo divulgado pelo influenciador Felca no YouTube que expôs a exploração de jovens, surgiu em agosto de 2025. A rápida aprovação da legislação ECA Digital, impulsionada pelo Congresso, evidenciou a urgência da situação e a necessidade de punir os criminosos envolvidos. Alcolumbre justificou a medida, afirmando que a comissão investigará a pedofilia no Brasil, buscando garantir a segurança e o futuro das crianças.

A CPI contará com 11 senadores titulares e sete suplentes, com um prazo de 180 dias para concluir suas investigações. O requerimento, com 31 assinaturas, foi majoritariamente apresentado por senadores da oposição ao governo federal, indicando um claro posicionamento político em relação ao tema. A instalação da comissão, que exigirá 27 assinaturas e a leitura do requerimento em plenário, ainda enfrenta obstáculos, como a recusa de Alcolumbre em discutir os sete pedidos de investigação do Banco Master, que tramitam no Senado.

A priorização da CPI da Adultização surpreendeu os demais senadores, que apontam para a existência de sete requerimentos para investigar o Banco Master. Alessandro Vieira (MDB-SE) expressou sua indignação, denunciando o esforço para “empurrar o escândalo do Master para baixo do tapete”, e alertou para a gravidade dos crimes e dos envolvidos, evidenciando a necessidade de uma investigação completa e sem obstruções.

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