O Alcolumbre, em um ato de resistência à pressão do governo Lula, freia a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6×1, que visa extinguir a escala de trabalho de 6 horas diárias. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que a matéria, aprovada pela Câmara, não será tratada com a urgência exigida pelo Palácio do Planalto.
Segundo a O Antagonista, o presidente do Senado rejeitou abertamente tentativas de direcionamento, afirmando que o Senado não será usado como um “mercado de ideias” para decisões precipitadas. Alcolumbre enfatizou que a Câmara não pode impor um cronograma ao Senado, evitando que a matéria seja votada de forma apressada, possivelmente à noite.
Em reação à postura do Alcolumbre, senadores da base do governo, aliados do presidente Lula, demonstraram insatisfação com a lentidão na tramitação. A pressão por uma votação rápida da PEC, que visa reduzir a carga horária dos trabalhadores, é constante. A medida, para o governo, representa uma vitória na flexibilização do mercado de trabalho.
Alcolumbre, buscando proteger a autonomia do Senado, apresentou uma PEC alternativa, originada da iniciativa do senador Rogerio Marinho (PL-RN), que propõe o cálculo da jornada por horas trabalhadas, sem a imposição de um piso salarial fixado por lei. Esse desvio da proposta governista demonstra a tentativa de neutralizar a tramitação da PEC original. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), descartou a proposta da oposição e reafirmou o compromisso de priorizar o texto apresentado pela Câmara.









