A possibilidade de um novo tarifaço contra produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos levou a direita brasileira a adotar estratégias para se afastar da crise. Dois movimentos foram priorizados: atribuir a responsabilidade à política externa de Lula e projetar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, como um potencial mediador para uma saída negociada.
Além de afirmar que solicitou diretamente a Trump que empresas brasileiras fossem poupadas das novas tarifas, Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendendo o diálogo entre os dois países e a busca de uma solução para evitar prejuízos à economia brasileira. A avaliação interna do PL é que a proximidade da família Bolsonaro com integrantes do governo americano poderia ser apresentada não como um fator de desgaste, mas como um ativo político capaz de contribuir para a redução das tensões entre Brasília e Washington.
Nos bastidores do PL, a avaliação é de que a proximidade da família Bolsonaro com integrantes do governo americano pode ser apresentada não como um fator de desgaste, mas como um ativo político capaz de contribuir para a redução das tensões entre Brasília e Washington.
Diante do avanço da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da legislação comercial americana, o governo brasileiro parece não ter tomado medidas efetivas para negociar, sendo, neste momento, tarde demais. “A culpa é da irresponsabilidade da política externa de Lula. Ele não tem compromisso com o nosso país. Ele prejudica a todos para permanecer no poder absoluto”, disse o deputado Cabo Gilberto Silva, líder da oposição.
A orientação dentro da pré-campanha do PL é desvincular Flávio Bolsonaro de qualquer medida que prejudique a economia brasileira. O senador já começou a adotar essa linha ao afirmar publicamente que pediu ao governo americano que empresas brasileiras não sejam alvo de novas tarifas.









