A CBF demonstrou uma clara falta de responsabilidade com o futuro do futebol brasileiro ao aprovar um aumento salarial expressivo para Carlo Ancelotti, mesmo após a desastrosa performance da Seleção na Copa do Mundo. O treinador italiano receberá agora R$6 milhões mensais em seu contrato estendido até 2030 – uma quantia exorbitante que reflete mais o poder e privilégio de alguns dirigentes do que qualquer mérito técnico demonstrado.
Segundo a Revista Oeste, esta decisão ignora completamente os resultados desastrosos da equipe no campo, um histórico marcado por recordes negativos em posse de bola e desempenho abaixo das expectativas. A eliminação precoce na Copa de 2026, o pior resultado para o Brasil desde 1990, não serviu como razão suficiente para uma revisão salarial. A priorização do bem-estar financeiro do técnico demonstra um desrespeito flagrante com os interesses da Nação e dos torcedores brasileiros que esperavam por resultados concretos.
O novo contrato prevê ainda uma multa de € 1 milhão (aproximadamente R$6 milhões) em caso de rescisão contratual, além de bônus substanciais – R$30 milhões se a Seleção conquistar um título mundial até 2030 –, evidenciando o excesso de confiança na capacidade do treinador. A CBF também manteve uma premiação para cada partida disputada fora das sedes da competição, totalizando R$288 milhões ao longo dos próximos cinco anos – valores que poderiam ser investidos em infraestrutura esportiva e no desenvolvimento de novos talentos nacionais.
Essa postura extravagante se soma a um cenário preocupante dentro do futebol brasileiro: a manutenção de profissionais com altos salários enquanto o esporte nacional sofre com falta de investimento, desorganização e uma evidente ausência de planejamento estratégico. A Revista Oeste aponta Ancelotti como o treinador mais bem pago da Copa Mundial de 2026, superando até mesmo Thomas Tuchel e Mauricio Pochettino – um reflexo do dinheiro que continua a ser mal gerido no futebol brasileiro em detrimento dos objetivos esportivos.









