A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a produção no Brasil do primeiro medicamento nacional à base de semaglutida, marcando um ponto de inflexão no tratamento de obesidade e diabetes. A nova formulação, denominada Ozivy, pelo laboratório EMS, representa a primeira disputa direta com os medicamentos importados Ozempic e Wegovy, que detêm a maior fatia do mercado.
Segundo a Revista Oeste, a aprovação do registro ocorreu em um momento crucial, logo após o término do período de exclusividade da Novo Nordisk, fabricante dos produtos concorrentes, no Brasil. Essa abertura no mercado impulsionou uma competição acirrada entre as empresas do setor, visando capturar uma porção significativa do mercado estimado em bilhões de dólares. O prazo de validade do registro da Anvisa para o Ozivy é de cinco anos, prorrogável até junho de 2036.
A EMS obteve a liberação através de um processo acelerado, conhecido como desenvolvimento abreviado, que simplificou a burocracia exigida pela agência. A empresa demonstrou a segurança e eficácia do medicamento por meio de testes rigorosos, evitando os problemas que afetaram projetos de outras empresas concorrentes, que foram rejeitados pela Anvisa por falhas na documentação técnica.
O Ozivy será disponibilizado como solução injetável em ampolas de 1,5 ml e 3 ml, acompanhada da caneta de aplicação e agulhas descartáveis. A EMS planeja, ainda, estabelecer a tabela de preços em colaboração com órgãos federais, além de estruturar a produção em larga escala para atender à demanda do mercado. Analistas preveem que a entrada do Ozivy contribuirá para reduzir os custos dos tratamentos injetáveis no Brasil, intensificando a competição e, consequentemente, impactando positivamente o consumidor.









