O envolvimento de Cláudio Castro com o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master levanta sérias questões sobre a gestão dos recursos da Rioprevidência no Rio de Janeiro, um esquema que pode ter prejudicado milhares de servidores e pensionistas. Segundo a Gazeta do Povo, a decisão do ministro André Mendonça, do STF, confirmou o “vínculo próximo” entre o ex-governador e Vorcaro, revelando a influência política na alocação de cerca de R$ 3 bilhões em aplicações de risco no Banco Master.
A Operação Compliance Zero, deflagrada na tarde de terça-feira, expõe uma possível tentativa de manipulação das decisões do fundo de previdência do estado, que beneficiava aproximadamente 235 mil servidores. Os mandados de busca e apreensão, conduzidos pela Polícia Federal, visavam apurar se Castro utilizou sua posição para direcionar os investimentos, ignorando alertas prévios do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) sobre os riscos envolvidos. A postura de Castro, em coordenação com Vorcaro, demonstra uma clara priorização de interesses particulares em detrimento da segurança financeira dos trabalhadores.
O advogado de Castro, Carlo Luchione, afirma que não teve acesso à decisão do ministro Mendonça, indicando uma possível tentativa de obstrução da justiça. Contudo, o próprio ministro destaca a “convergência” entre encontros de Castro e Vorcaro, com os aportes financeiros no Banco Master, evidenciando um “sincronismo” preocupante. A decisão do STF não deixa margem para dúvidas: houve uma interferência política indevida na gestão dos recursos da Rioprevidência.
Mendonça ressalta que a proximidade entre Castro e Vorcaro ia além de encontros institucionais, incluindo encontros privados e no exterior, com custos cobertos pelo banqueiro. Essa relação, segundo o ministro, influenciou a nomeação de dirigentes da Rioprevidência, garantindo que as decisões de investimento fossem alinhadas com os interesses do Banco Master, em completa dissonância com as políticas de investimento e as normas regulatórias. A situação expõe um grave risco de desvios de recursos e de prejuízos significativos para o patrimônio público.









