O ministro André Mendonça do STF identificou um esquema de desvio bilionário envolvendo o RioPrevidência e o Banco Master, sob a gestão de Cláudio Castro no Rio de Janeiro. A decisão que autorizou a busca e apreensão, na manhã de terça-feira, 26, evidencia a gravidade da situação.
Segundo a Revista Oeste, o fundo dos servidores do estado inicialmente investiu R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Master. Diante de entraves regulatórios, mais R$ 2,01 bilhões foram direcionados para fundos estruturados pelo mesmo grupo econômico, em um cenário de necessidade de captação de recursos pelo banco. A PF acredita que essa movimentação foi facilitada por influência política dentro do governo carioca.
A decisão do ministro Mendonça reforça a tese da Polícia Federal sobre a proximidade entre Castro e o empresário Sérgio Cabral Vorcaro, principal suspeito do esquema. A investigação aponta coincidência temporal entre os encontros dos dois e as aprovações de investimentos no RioPrevidência. De acordo com a Revista Oeste, mensagens apreendidas no celular de Vorcaro revelam a necessidade de “alinhamento político” com o então governador para viabilizar os investimentos.
Além disso, a investigação da Polícia Federal ressalta mudanças na composição da diretoria do RioPrevidência, ocorridas logo antes do início das aplicações financeiras, o que levanta questionamentos sobre a gestão do fundo e a responsabilidade de Cláudio Castro. Como apurou a Revista Oeste, a Operação Compliance Zero busca desvendar a totalidade desse esquema bilionário e responsabilizar os envolvidos.









