Reprodução/Flickr

A promessa de libertação de centenas de presos políticos no regime chavista, inicialmente apresentada como um gesto de boa-fé, se revelou mais uma farsa. A ONG Foro Penal expôs, com dados concretos, a desonestidade do governo de Nicolás Maduro, que, até o momento, libertou apenas 39 indivíduos dentre os 500 que prometeu soltar.

De acordo com a Revista Oeste, a situação é alarmante. A organização, que acompanha de perto o caso dos presos políticos na Venezuela, questiona a veracidade das informações divulgadas pelo regime. O presidente da Foro Penal, Alfredo Romero, ressaltou que, desde o anúncio da suposta libertação em 18 de maio, apenas 39 presos políticos foram colocados em liberdade, confrontando as promessas infladas de 300 e, posteriormente, 500 pessoas.

Entre os nomes beneficiados por essa liberação parcial estão figuras como Héctor Rovaín, Erasmo Bolívar e Luis Molina, encarcerados por 23 anos sob o governo do chavismo. Estes indivíduos, considerados os presos políticos mais longos da Venezuela, representam mais um exemplo da manipulação e da falta de compromisso do governo com a liberdade e o devido processo legal.

Como apurou a Revista Oeste, o chavismo, após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro, iniciou uma série de anúncios de liberação de presos políticos, culminando na aprovação da Lei de Anistia em fevereiro. No entanto, a líder interina, Delcy Rodríguez, declarou o fim dessa iniciativa em abril. Apesar dos números oficiais do chavismo, que apontam para mais de 8.500 anistiados, a Foro Penal estima que ainda existem 429 presos políticos na Venezuela, evidenciando a completa falha do governo em cumprir suas promessas.

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