O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enfrenta uma nova pressão para ceder a demandas do governo Lula e de setores da indústria, reunindo-se nesta terça-feira com representantes da CNI, Fiesp e FecomercioSP. A reunião visa discutir o fim da escala 6×1 e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que busca reduzir a jornada de trabalho.
Segundo a O Antagonista, a reunião também contará com a presença da senadora Tereza Cristina (MS), líder do PP no Senado, e do senador Rogério Marinho (PL-RN), ambos da oposição. A cúpula política demonstra uma postura de resistência à medida, evidenciando o crescente debate sobre os impactos da PEC na economia do país.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressou confiança na sensibilidade de Alcolumbre em relação à proposta, ressaltando a importância da agenda para a sociedade brasileira. Contudo, a senatorial Alcolumbre tem sido alvo de críticas por parte de setores conservadores que questionam a autonomia das Casas Legislativas e a influência do governo na tramitação de projetos de grande alcance.
A Proposta de Emenda à Constituição, que deve ser aprovada na Câmara até quinta-feira, é uma prioridade do governo Lula e conta com amplo apoio popular. O relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA), já apresentou seu parecer, propondo a redução da jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. A aprovação da PEC exige 308 votos favoráveis na Câmara, um número que o governo busca garantir com o apoio de diversos partidos.









