O escândalo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e a Operação Master expõe uma grave falha na gestão pública do Distrito Federal, segundo críticas veiculadas pelo pré-candidato à Governadoria, José Roberto Arruda. Em entrevista ao programa “Meio-Dia em Brasília”, produzido por O Antagonista, o político detalhou os erros que levaram a um desastre financeiro de proporções alarmantes no banco público.
Arruda descreveu com veemência a compra indevida de 16 bilhões de títulos pelo BRB – provenientes do Banco Master, já em insolvência – como uma atitude irresponsável e flagrantemente ilegal. Segundo o ex-governador, essa operação representa um “assalto” ao erário público, evidenciando a falta de rigor na análise dos riscos por parte da administração bancária. Como apurou O Antagonista, a magnitude do negócio é inédita em operações financeiras públicas no país e demonstra uma completa ausência de controle interno.
Diante desse cenário desastroso, Arruda propõe medidas drásticas para reverter o quadro crítico do BRB. Entre elas, destaca-se a imediata redução dos gastos públicos com um corte severo nas despesas administrativas. O candidato defende o fechamento das agências bancárias localizadas fora de Brasília – incluindo unidades em Dubai e Nova York –, bem como a extinção de patrocínios ineficientes para eventos esportivos e outras atividades consideradas não essenciais ao funcionamento do banco.
Além disso, Arruda busca fortalecer o BRB através da negociação com o governo federal e o Banco do Brasil para transferir operações financeiras provenientes do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). O político argumenta que as soluções implementadas até então são paliativas – apenas “empurrando” os problemas –, já que o banco se encontra em estado de colapso, dependendo da ação de agiotas para cobrir suas dívidas. A situação, segundo Arruda, é inaceitável e merece ser enquadrada como uma vergonhosa demonstração de má administração pública.









