Reprodução/Redes sociais

Bancos brasileiros buscam desesperadamente soluções no México após pressão dos EUA sobre PCC e CV.

Em um movimento que expõe a fragilidade do sistema financeiro nacional diante de pressões internacionais, bancos privados da América Latina estão recorrendo ao modelo mexicano para combater o crescente poder das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Segundo apurou a Revista Oeste, essa busca por alternativas surge diretamente após uma decisão dos Estados Unidos de incluir essas organizações na lista de entidades terroristas.

A preocupação central é que Washington possa seguir o caminho mexicano – com ações mais enérgicas contra operações financeiras ligadas ao tráfico –, colocando bancos brasileiros sob risco de bloqueio e sanções severas, como já ocorreu em episódios recentes envolvendo instituições mexicanas. A Revista Oeste reportou que nas últimas semanas, grandes grupos bancários nacionais têm contratado consultores mexicanos para entender as estratégias adotadas nesse país na mitigação dos riscos inerentes à atuação do PCC e CV.

A necessidade de aprimorar os programas de compliance é um consenso no setor. Como apurou a Revista Oeste com Jeremy Paner, sócio do escritório Hughes Hubbard & Reed em Washington, “Uma simples verificação em listas de sanções dos Estados Unidos já não é suficiente”. Os bancos brasileiros precisam realizar diligências prévias rigorosas por conta da nova classificação das facções, que se distancia estritamente das tradicionais listagens sancionatórias. Essa mudança implica na necessidade de uma análise mais profunda do perfil de clientes e transações financeiras.

O governo federal, sob o comando de Donald Trump, iniciou a reclassificação dessas organizações criminosas no primeiro semestre deste ano com o objetivo de combater as operações de lavagem de dinheiro praticadas pelo PCC – que opera em distribuidores de combustíveis e fintechs – e do CV, notório pela sua atuação envolvida em grandes crimes na região da Baixada Fluminense. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reconhece a situação como inédita e reafirmou o compromisso das instituições nacionais com políticas rígidas para prevenir crimes financeiros, justificando as consultas como medidas esperadas diante do cenário globalizado e complexo.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta