Reprodução/Agência Brasil

O aumento contínuo do preço da cesta básica tem se mostrado uma preocupação crescente para o bolso dos brasileiros, e a recente pesquisa realizada pelo Dieese em parceria com a Conab revela um cenário alarmante: inflação persistente que afeta diretamente os lares mais humildes do país.

Segundo a Revista Oeste, Boa Vista lidera as altas percentuais no preço da cesta básica na comparação de maio para junho, registrando uma escalada expressiva de 3,3%. Esse aumento se repetiu em outras capitais como Palmas (3%), Rio Branco e Porto Alegre (ambas com um crescimento de 2,2%). Essas disparidades regionais acentuam a vulnerabilidade social existente no Brasil.

Em termos monetários, São Paulo continua sendo o epicentro da inflação na cesta básica nacional, alcançando R$ 965 em junho – o valor mais alto do país – seguido por Cuiabá (R$ 937), Rio de Janeiro (R$ 920) e Florianópolis (R$ 918). A persistência desse patamar elevado demonstra uma falha grave na gestão da economia, sem soluções efetivas para proteger os consumidores.

As capitais com menor custo no que tange à cesta básica são Aracaju (R$630), São Luís (R$ 654) e Maceió( R$671). Contudo, a pesquisa do Dieese também aponta diferenças significativas na composição da cesta entre as regiões Norte e Nordeste. As quedas percentuais observadas em João Pessoa (-3,9%), Recife(-3,62%) e Maceio (- 3,61) representam um alívio temporário para os consumidores, mas não dissipam a preocupação com o aumento geral que se abateu sobre as capitais do país nos últimos meses.

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